Neste momento, o leitor deve estar a perguntar, mas afinal o que é isto? 

Nós explicamos:  

  • Lycopersicon esculentum é o nome científico do tomateiro; 
  • Two Timesporque se pretende estudar a possibilidade de desenvolvimento de práticas culturais, que permitam explorar uma segunda produção das plantas de Tomate de Indústria (TI), após a colheita mecânica tradicional. 

Sabia que? 

  • o custo de plantação da cultura de TI representa 10% do total da conta de cultura; 
  • o aumento para duas colheitas por planta, cria uma oportunidade competitiva para os produtores de tomate, porque permite a diluição dos custos de produção inerentes a cada campanha. 

Melhorar a capacidade produtiva das plantas de TI já instaladas é o propósito  

Mas como? 

Com o objetivo de promoção da inovação no setor agrícola nacional no quadro da Parceria Europeia para a Inovação (PEI) para a produtividade e sustentabilidade agrícola, foram criados alguns Grupos Operacionais (GO) que: 

  • são parcerias constituídas por entidades de natureza pública ou privada que se propõem desenvolver um plano de ação visando a inovação no setor agrícola; 
  • em cooperação, desenvolvem esforços para realizar projetos de inovação que respondam a problemas concretos ou oportunidades que se coloquem à produção; 
  • contribuam para atingir os objetivos e prioridades do Desenvolvimento Rural, nas áreas temáticas consideradas prioritárias pelo setor tendo em vista a produtividade e sustentabilidade agrícolas. 

Para dar resposta a esta questão, foi criado neste âmbito, o GO “LTT- Lycopersicon Two Times, que tem como objetivos principais: 

  • definir o roteiro técnico de uma 2ª colheita de tomate de indústria, ao identificar as práticas culturais que permitam aumentar a produção nacional deste tipo de tomate, promovendo uma maior eficiência económica na gestão deste sistema de produção; 
  • estender o fim da campanha, através de soluções técnicas que permitam reforçar a existência de matéria-prima no fim de setembro, a um custo menor, e por essa via a um menor risco económico para o agricultor, quando comparado com as condições atuais; 
  • gerar um novo produto de viveiro, de forma que as plantas que são adquiridas permitam a realização de uma segunda colheita na mesma campanha. 

Para apoiar a concretização dos objetivos, fazem parte deste Grupo Operacional, os seguintes parceiros: 

CCTI – Associação para a Investigação, Desenvolvimento e Inovação no Setor (Líder)

Instituto Superior de Agronomia

BENAGRO – Cooperativa Agrícola de Benavente, CRL

Fruto Maior – Organização de Produtores Hortofrutícolas Lda

RELCAMPO, Unipessoal Lda

Sociedade Agrícola Caneja Lda

Sociedade Ortigão Costa, Lda

Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega S.A

TPROTechnologies, Lda

Sendo de vital importância a cooperação entre os diversos setores – investigação, produção e indústria, envolvidos no projeto.  

Sabia que? 

  • Portugal regista uma produtividade média de 90 toneladas de TI por hectare – a maior da Europa e a terceira mais elevada do mundo; 
  • é o segundo maior exportador europeu, atrás da Itália.  

Dos estudos e ensaios já realizados, tudo indica que o aumento da produtividade do tomate, através do estabelecimento de uma segunda colheita na mesma campanha é viável, contudo, é necessário estabelecer guias de conduta para o seu sucesso em pleno. 

Para a criação de tais regras será necessário avaliar e monitorizar em campo:  

  • o crescimento e estado da cultura nas condições de pós-corte; 
  • quais as melhores condições de rega, fertilização e práticas de proteção das culturas; 

de modo que o saldo custo/benefício seja positivo quer para o produtor quer para a sustentabilidade dos recursos naturais. 

Acompanhe a evolução dos trabalhos deste Grupo em lycopesicon2times.com e apoie a agricultura portuguesa!   

Sabia que pelo menos 30% de toda a comida produzida no mundo acaba por ir parar ao lixo? Parece um número assustador, mas é verdade. Porém as estatísticas não ficam por aqui. Dos alimentos desperdiçados, pelo menos 55% são frutas e vegetais. Todos eles alarmantes dados estatísticos enaltecem números que mais do que nunca merecem a nossa atenção. 

Mas o que podemos considerar desperdício alimentar?

O desperdício alimentar é toda e qualquer perda que ocorre e qualquer fase da cadeia alimentar que implica que os produtos não cumpram o seu propósito. 
Para que tenha uma ideia, os números estimam que em Portugal sejam desperdiçados mais ou menos 1 milhão de toneladas de alimentos. O mesmo país em que cerca de 360 mil pessoas passam fome.

Como podemos diminuir o desperdício alimentar?

Existem no nosso dia a dia, muitas práticas que podemos adotar enquanto consumidores com vista a reduzir o nosso desperdício. Algumas práticas são mais simples que outras, mas todas elas, com algum ajuste vão adaptar-se ao seu dia. 

  1. Reavalie o que lhe faz falta na hora das compras
    Provavelmente a dica mais útil. Esta dica vai ajudar a que não só evite o desperdício alimentar, como também a poupar alguns euros no final do mês.
    Bem sabemos que é comum, numa ida ao supermercado, fazer algumas compras por impulso. Muitas delas de coisas que nem precisamos na verdade. Aproveitar para comprar artigos só porque estão em promoção é um mau ponto de partida. Isto claro, se não estiver mesmo a precisar deles. Muitas vezes uma compra em grande volume, pode implicar que os produtos acabem por vencer a sua validade. Isto faz com que acabem por ser deitados ao lixo.
    Dica: Antes de sair de casa, faça uma lista realmente do que precisa de comprar. Garanta que quando chegar ao supermercado sabe as quantidades exatas que vai necessitar.
  2. Use o congelador
    Não, esta não é uma dica para os mais preguiçosos. Também não estamos a aconselhar a comprar comida já feita. A ideia é que conserve a comida que comprou ou confecionou a mais. Muitas vezes acabamos pro cozinhar um pouco mais de quantidade que a necessária. Congelar será uma boa opção para evitar que o excedente seja deitado ao lixo.
    Dica: Coloque a comida um recipiente hermético de forma a conservar os alimentos e coloque-os no congelador.
  3. Tenha atenção ao prazo de validade dos seus produtos
    Muitas vezes em casa, acabamos por acumular muitos produtos alimentares. Depois das idas aos supermercados as dispensas acabam por se encher. Deixando produtos mais antigos para trás. Isto irá fazer com que os produtos acabem por ficar esquecidos no fundo das dispensas, passando assim as validades. 
    Para evitar que isto aconteça, experimente fazer uma organização à sua dispensa. Veja os produtos que tem, e os que têm um prazo de validade a chegar ao fim. Coloque os produtos com menos validade bem à sua vista para que não se esqueça de os usar. 
    Dica: Produtos que contenham a informação “consumir de preferência antes de…” são produtos que ainda podem ser consumidos mesmo depois de terminada a sua data de validade.
  4. Faça um reaproveitamento dos alimentos 
    Sabia que existem imensos truques para que não desperdice nem a água com que cozinha os seus legumes? É verdade!
    Para ajudar, deixamos algumas dicas que pode seguir, para que consiga aproveitar os seus alimentos até não conseguir mais:
    • Utilize primeiro as frutas e legumes mais maduros e só depois as mais verdes;
    • A fruta mais amolecida pode ser utilizada para assar (experimente adicionar canela) ou fazer batidos;
    • Aproveite as batatas, ou restos de vegetais e prepare deliciosas saladas;
    • Aproveite a água que utilizou para cozinhar legumes, para fazer uma sopa;
    • Aproveite cascas de cebola, limão ou laranja e experimente fazer chás. Ou em alternativa, para os mais corajosos, compotas.
  5. Faça um planeamento da sua semana
    Planear as refeições que pretende fazer durante a semana pode ser uma boa dica. Ao saber o que vai comer, vai saber também de que ingredientes vai necessitar para cozinhar. Isto fará com que saiba as quantidades necessárias e ajudará a fazer compras mais equilibradas e menos dispendiosas.

Estas são apenas algumas das dicas que poderá ter em consideração para conseguir reduzir o desperdício alimentar. 
Não é por acaso que este Grupo Operacional em como objetivo o desenvolvimento de práticas que permitam explorar por uma segunda vez as plantas em campo, nomeadamente o tomate.

Em Portugal a cultura horto-industrial tem vindo a ganhar imenso destaque devido ao tomate de indústria. A verdade é que este incrível produto, considerado por muitos um produto estrela do nosso país, tem vindo a ganhar destaque o que faz de Portugal atualmente um dos maiores produtores europeus.

Aspetos como as condições climáticas de Portugal e know-how dos nossos produtores, são apenas dois dos fatores que mais contribuem para este reconhecimento mundial. Zonas como Ribatejo, Oeste, Alentejo e Algarve falam por si só. Não fosse então possível encontrar enormes plantações e fabricas.

Atualmente, a esmagadora maioria do tomate que é cultivado no nosso país destina-se a transformação industrial. O que muitos não sabem é que cerca de 95% dos concentrados do nosso país têm como fim a exportação, acabando por gerar de faturação mais de 250 milhões de euros.

Mas porque será que somos um país tão famoso na produção de tomate?

  • O conhecimento e experiência dos nossos agricultores: provavelmente o fator mais importante.

A ciência começa no momento da preparação do terreno. É de uma enorme importância conhecer os solos. Estes devem ser profundos, de boa textura ou arenoargilosa e preferencialmente bem drenados. Relativamente ao seu pH deve variar entre os 5.5 e os 7.0.

O trabalho não começa apenas dias antes à plantação, uma vez que no Outono que antecede as plantações devem ser realizadas as subsolagens.

Questões como o controlo de infestantes, adubação e sistemas de rega não devem ser esquecidos, não fossem estes parâmetros super importantes para o sucesso de uma plantação.

  • O clima

Não é por acaso que o nosso país tem enorme destaque nesta cultura horto-industrial. O ideal para este tipo de produções é que a temperatura diurna não fique abaixo dos 15ºC, sendo recomendado um intervalo entre os 20ºC e os 26ºC. 

  • Irrigação

A água não pode faltar nesta plantação. O ideal será que o solo esteja sempre húmido, mas não com água em abundância. Devido a estas características especificas o método de rega mais usado é o gota-a-gota.

De ontem provém a grande maioria da produção nacional?

É difícil falar da produção do tomate e não falar do Ribatejo. É justamente esta a zona do nosso país de onde provém 80% da cultura horto-industrial. O interesse recai em grande escala pelas margens do rio Tejo e ao longo do rio Sorraia. Isto deve-se aos solos serem ricos de aluvião. Sendo esta também uma zona rica em características bastante apetecíveis para a produção deste fruto.